• Como organizar a mala de viagem em 10 passos

    Fazer uma mala de viagem pode ser uma situação muito stressante. A ideia que vamos passar dias fora de casa e pode faltar algo. Algumas pessoas queixam-se que não têm jeito, outras que a mala fica uma confusão e no destino não conseguem encontrar nada. Mas tudo isto tem solução. E não precisa de ser complicado, nem difícil, aliás, até pode ser bastante divertido, se seguir as minhas dicas.

    1.Verifique sempre a meteorologia antes de fazer a mala.

    Para escolher a roupa, convém saber quais serão as temperaturas, right? Hoje em dia as Apps de meteorologia são muito fidedignas e eu não prescindo desta informação extra no momento de fazer a mala. Sabia que, hoje em dia, além das temperaturas mínimas e máximas, a maioria das aplicações lhe dá o índice UV e o índice polínico?

    As minhas escolhas são:

    – Meteored (ios)
    – The Weather Channel (ios e Android )
    – Accuweather

    Dica telemovel 2

    2. Usar ou construir uma lista de viagem

    Este passo vai-lhe permitir fazer a mala mais depressa e com facilidade. Também pode aprender a criar e sua e ainda juntar a isto os melhores truques para uma preparação incrível de férias nos encontros com organização deste mês!
    Quando somos solteiros, atiramos duas ou três peças de roupa para a mala e já está! Porém, quando se junta a família à equação é multiplicar as roupas, os produtos de higiene e os extras por 3, 4 ou mais!
    Ao ter uma lista pré-feita poupamos imenso tempo e evitamos esquecer de itens, que muitas vezes não são fáceis de substituir no destino, como um medicamento mais específico ou o Doudou sem o qual o nosso filho não consegue adormecer!

    3. Use conjuntos de roupa harmoniosos, que permitam as melhores fotos de família!

    Quando optamos por roupas que são versáteis, ou seja, em que cada peça combina com outras da mala criando o máximo de looks possível e ainda conseguimos criar uma paleta com os restantes membros da família, o resultado é épico!
    Não se esqueça que de férias, é que tiramos as melhores fotografias!

    4. Dobre a roupa em rolinhos para que não se amasse e seja fácil encontrar.

    A técnica de rolinhos permite mudar a roupa de um lado para o outro na mala, sem ficar amassada ou enrugada. Gosto de usar especialmente para peças maiores, que ficariam esmagadas em bolsas organizadoras, como toalhas, calças e vestidos fluidos!

    Na sequência de imagens poderá aprender o passo-a-passo para um rolinho perfeito da sua toalha de praia

    5. Recorra a bolsas organizadoras que permitam separar a roupa por categorias.

    Cada família usará esta dica como funciona melhor para a sua dinâmica. As bolsas organizadoras compartimentam todos os artigos por categoria, no interior da mala e têm-me salvo muitas vezes ao longo dos anos. Deixo-lhe aqui uma seleção de bolsas com vários formatos, para acomodar o que precisar e respiráveis (um detalhe muito importante).

     

    Quais as categorias que pode criar para as suas bolsas? Veja estes exemplos:

    • Categoria de roupa: roupa interior, praia, jantar
    • Membro da família: mãe, pai, filho, filha
    • Por categoria de uso: carregadores, leituras, higiene, medicamentos, bijuterias

    Na minha família usamos os três. Separamos a roupa por membro da família, conjugamos com bolsas comuns para medicamentos, proteção solar e carregadores e ainda tenho um conjunto só meu, com os kits para jantar fora!

    6. Enrole o cinto na gola da camisa para que esta não se deforme

    Sabe as camisas de linho maravilhosas que gostamos de vestir nas férias? Vê esta na imagem? Maravilhosa não é?
    Nunca mais vão chegar amarrotadas e deformadas porque a partir de hoje vai enrolar o cinto no colarinho e protegê-lo!

    7. Levar sempre um saco para roupa suja e separar a roupa à medida que vai sendo usada.

    Este pequeno passo faz muita diferença. Usar um saco para roupa suja, permite não só lavar facilmente no destino de férias, mas acima de tudo porque no regresso não misturamos roupa limpa com roupa suja! Assim ao chegar a casa, o saco vai diretamente para a máquina de lavar e mesmo que não consiga desfazer a mala no próprio dia, não há nenhum problema!

    8. Proteger os sapatos do resto da roupa (num saco de pano)

    Os sapatos, cuja sola anda no chão, não devem ser misturados com o resto da roupa. Nem que sejam havaianas que usamos na praia… Não é higiénico! Devem estar separados, numa bolsa ou saco de pano próprio para sapatos, ou numa bolsa própria (lateral) que algumas malas têm.

    9. Levar sempre um Tote bag

    Em férias um Tote bag é obrigatório! Quais são as situações em que lhe dou mais uso? Sempre que quero fazer compras, sejam elas fruta ou frescos, artigos para levar para a praia ou um souvenir. Também para substituir a mala de mão, sempre que desejo andar mais leve. Leveza é tudo nas férias, não é? Quando levamos o porta-moedas, telemóvel e óculos escuros, ainda nos apetece levar uma revista e uma garrafa de água, por exemplo. É a conjugação perfeita para um Tote bag.
    E não esqueçamos os extras, como os brinquedos que as crianças pedem para levar ou o porta-moedas e os óculos do marido. Todos têm algo que é preciso transportar! Escolho sempre um Tote que seja neutro e versátil, para que qualquer um de nós possa transportar!

    10. Ter uma mochila com artigos para entreter as crianças, snacks e água para a viagem.

    Essencial! Não conseguirá ter verdadeiro descanso se não conseguir manter as crianças entretidas, seja na viagem de carro, ou nos restaurantes, de preferência sem ter que recorrer a um telemóvel!

    No interior da mochila, coloco livros de pintar, lápis de cor, dados para contar histórias e algum brinquedo pequeno que não cause um desgosto se porventura se perder ou ficar esquecido. Levo também uma lata com bolachas, garrafa de água e dois chapéus. Quando eram bebés trazia também uma roupa extra para os acidentes, mas agora não é necessário!

    Agora, adorava ter a sua opinião. Conte-me como descomplica a sua ida de férias? Seja a elaborar a mala, com algo que leva para a praia ou alguma dica que queiras partilhar! Não deixe de espreitar os encontros com organização deste mês!

  • 5 formas de recuperar o tempo para ler

    Existe uma vida antes dos filhos e outra depois.

    Eu adoro ler, e praticamente deixei de o fazer nos primeiros anos após ser mãe. Não só pelo cansaço físico, mas especialmente pela falta de disponibilidade mental. Sentia-me demasiado cansada para acompanhar qualquer leitura. Demorei algum tempo a adaptar-me à falta de horários e rotinas da maternidade.

    O facto é, que sentia muita falta da leitura e cada vez que tentava não conseguia sair das primeiras páginas… Quando voltava a pegar no livro, já não me lembrava do que ficara para trás e pouco a pouco perdia a motivação.

    Mas, como não sou de desistir do que é importante para mim, fui tentar perceber como poderia resolver isto.

    Hoje partilho consigo 6 dicas que pode começar a colocar em prática para retomar as leituras, aproveitando cada bocadinho. Porque afinal, embora a nossa vida seja atarefada, arranjamos sempre um bocadinho para o importante para nós. Não concorda?

    1.Traga consigo livros em formato de bolso e ande sempre com eles na carteira.

    Com as toneladas de coisas que levamos para todo o lado, não são mais uns gramas que vão fazer diferença. Entre consultas ou à porta da escola vai sempre arranjar uns minutinhos para ler.livros de bolso

    5 Livros super pequeninos em formato de bolso:
    Caderno de encargos sentimentais de Inês Meneses
    –  Maktub de Paulo Coelho
    Gerir o seu Dia a Dia: Crie a sua rotina, defina os seus objetivos & estimule a sua mente criativa de Jocelyn K. Glei
    O gato malhado e a andorinha sinhá, uma história de amor – Jorge Amado
    The Little Book of Tidying: Declutter your home and your life – Beth Penn

    2. Coloque a leitura na sua lista de tarefas semanal.

    Por mais ridículo que lhe pareça, nem que sejam 5 páginas, duas vezes por semana. É uma questão de recriar o hábito de ler e por pouco que seja vai fazer diferença. Comprometa-se em fazê-lo todos os dias

    3.Use um e-reader. Pode ser um kindle, ou kobo ou outro qualquer.

    Consegue ter dezenas de livros, pdfs. Pode ler amostras gratuitamente, sublinhar, fazer anotações e mexer no tamanho da fonte. Um detalhe espetacular é a iluminação ser semelhante ao papel, por isso não cansa os olhos. Eu tenho o Kindle paper white há vários anos e anda sempre comigo. Esperar nunca mais foi aborrecido!

    4.Use uma App para ouvir livros.

    Eu uso regularmente a Audible da Amazon, onde oiço audiolivros (o livro a ser lido na íntegra pelo autor ou um narrador). Aproveito o tempo das viagens de carro sozinha para ouvir livros. Além de termos direito ao primeiro mês grátis, existe toda uma biblioteca de conteúdos ótimos incluídos e gratuitos. O melhor que ouvi (e realmente mudou a minha vida foi Start Here with Mel Robbins.

    Também existe outra possibilidade que é a app Blinkist, que tem um serviço de subscrição. Através de uma subscrição, a app oferece o resumo de livro e podcasts em apenas 15 minutos, explicando as ideias principais. Pode ser uma alternativa para quem não tem efetivamente mais tempo para dispensar. Eu testei por três meses e gostei muito. Recebe o conteúdo bem digerido e fica com a ideia principal do livro. Até pode funcionar como apoio na tomada de decisão sobre se deve ou não comprar um livro.

    5. Comece com livros menos exigentes mentalmente.

    Dos que conjugam leitura e journaling ou de crónicas, basicamente livros que não exigem tanta atenção, que podemos passar alguns dias sem ler, sem perder o fio à meada.

    Se gostava de conhecer algumas das minhas leituras preferidas, não deixe de se inscrever na newsletter, partilho sempre por lá o que estou a ler.


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    Links úteis :

    https://www.audible.com

    https://www.blinkist.com

    Conhecer o kindle paperwhite

     

     

     

     

  • Carga mental – A mochila invisível que todas as mães carregam

    Este assunto acompanha-me há vários anos. Considero uma discussão de extrema importância e não me canso de nele.

    Ouvi falar sobre carga mental pela primeira vez num podcast do Gerando novas histórias  e foi completamente transformador. Na altura lembro-me que enviei o episódio para a minha irmã, duas amigas e todas adoraram e diziam, é isto mesmo!

    O facto de a mulher ter toda ou quase toda a responsabilidade no planeamento familiar e doméstico, acrescido de mais de metade das tarefas operacionais envolvidas, causa em nós um cansaço imenso, stress e falta de paciência. O que lhe quero mostrar com este artigo é como podemos usar a organização para lidar com esta responsabilidade. Como podemos reduzir ou dividir uma parte deste peso que trazemos connosco diariamente? Usando listas, delegação e divisão e comunicação eficiente.


    O que é  carga mental?

    A carga mental é o esforço cognitivo envolvido na gestão do seu trabalho, relacionamentos, família e casa. A carga mental é o conjunto de todos os detalhes que planeia e gere ao longo do dia. Tem a ver com as suas responsabilidades, formais ou não, bem como com as decisões que tem que tomar.


    Segundo um estudo da P&G, realizado em 2018, que contemplou 2500 casais, 3 em cada 4 mulheres sofre de carga mental. Nos casais, com, e sem filhos, é a mulher que pensa na maioria das coisas que têm que ser feitas para que a vida familiar “ande nos eixos”.

    Como é exemplificado no episódio, mencionado neste artigo, enquanto uma mãe dá banho ao seu filho, não é apenas a execução do banho que acontece. É toda uma sequência, tipo checklist  que a mãe prepara e verifica para o banho.

    • Se a toalha foi apanhada do estendal e está bem seca
    • Se o rabo da criança está assado
    • Se a sua pele está hidratada e se existe alguma mazela, arranhão ou nódoa negra
    • Se a roupa que despiu vai toda para lavar ou alguma que possa ser vestida novamente
    • Se lavou a cabeça ontem (no caso de lavar dia-sim, dia-não)
    • Se o pijama está separado e se é suficientemente quente, porque a temperatura baixou.

    Percebe? Muitas vezes visto de fora, a mãe está apenas a dar banho, mas é muito mais que isso. É cuidar, enquanto dá banho.

    É todo um trabalho desde que o dia começa até que adormece, para as tarefas que acontecem e vão acontecer no resto do dia e da semana.

    “As mulheres continuam a ser as gerentes do projeto família e do lar, embora ao longo dos anos tenham sido incorporadas na vida profissional. Elas trabalham fora e dentro de casa, mas o último é um trabalho não remunerado e, às vezes, invisível (além de não reconhecido). A carga ou fardo mental de “sermos as que pensam sempre em tudo”  leva-nos a conversar sobre o assunto, a procurar uma solução para equilibrar esta balança.”

    em Procter & Gamble España S.A.

    Alguns exemplos de carga mental:

    • Planear refeições
    • Marcar consultas médicas
    • Comprar ração para o cão
    • Levar o cão a passear
    • Verificar se há recados da escola
    • Anotar que as torneiras precisam de ser limpas com o produto do calcário
    • Comprar o presente de anos do colega que faz anos no fim-de-semana
    • Planear as férias
    • Colocar a secar a roupa da natação
    • Ver se é preciso comprar roupa na troca de estação

     

    Então, o que podemos fazer para aliviar a carga mental?

    O primeiro passo é sem dúvida a tomada de consciência. Ambos devem assumir e entender a existência da carga mental e a desigualdade na sua divisão. É preciso que exista comprometimento e vontade de mudança de todas as partes, senão é impossível atingir resultados.

    Na avaliação de vemos escrever tudo o que tem que ser feito. Usar processos. Pode consultar um modelo de processo mais abaixo e descarregar para fazer o seu processo de divisão da carga mental.

    A organização da casa e da rotina são grandes aliadas neste processo, por isso, tire partido da organização, para criação de sistemas que sejam mais automáticos, porém adaptados à sua realidade. Se procura ajuda com a organização, convido-a a conhecer melhor as formas de trabalhar comigo.

    Esqueça os preconceitos, que em nada ajudam e foque-se em comunicar e ouvir verdadeiramente. A carga mental é um problema cultural, que existe desde os tempos em que a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos e era educada para o trabalho de casa e dos filhos. Com a evolução em que a mulher passou a integrar o mercado de trabalho, estas funções acumularam e a sociedade não se adaptou ao facto das mulheres acumularem dois trabalhos a tempo inteiro.

    Passos que não deve saltar se quer atingir resultados na partilha:

    • Partilhar com o seu parceiro o que é a carga mental e explicar porque é importante ser dividida. Usar uma comunicação eficiente e sincera. Explicando exactamente como nos podem ajudar. E como nos sentimos quando somos nós a tratar de tudo. Ajuda usar palavras como: sobrecarregada, desapoiada, triste porque não tenho tempo para mim.
    • Aceitar ajuda e entender que não é benéfico para ninguém que façamos (e planeemos tudo sozinhas), não apenas ajuda da família, mas também a nível profissional.
    • Parar e descansar, usar a meditação, a música tranquilizante e atividade física para “obrigar” a nossa cabeça a fazer pausas.
    • Conversar com outras pessoas a passar pelo mesmo.
    • Reduzir os alimentos processados e os açucares da nossa dieta e consumir lanches saudáveis.
    • Introduzir novidades nas rotinas. Pode ser experimentar uma aula ou uma atividade, um novo caminho ou meio de transporte para o trabalho, um posto de rádio que não costuma ouvir.
    • Acalmar antes de dormir e eliminar qualquer estímulo eletrónico, pelo menos uma hora antes de ir dormir.


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    Sei que em algumas casas isto já acontece de forma diferente, o que é ótimo, mas se não fôr na sua, não deixe de dizer o que sente. Não deixe de educar os seus filhos rapazes a ajudar tanto como uma rapariga, pois dessa forma dificilmente as coisas vão melhorar.

    Não adianta ficar no modo: é obrigação dele; não tenho nada que ensinar, porque também aprendi sozinha, se isso não ajudar a aliviar a carga. Explique ser o mais justo, use exemplos e transmita ser importante para si que as tarefas sejam divididas.

    Escolha ser a MÃE POSSÍVEL, ao invés da MÃE PERFEITA, pois nós existimos além da maternidade. Temos direito a ser felizes e só assim seremos boas mães.

    Se quiser conte-me nos comentários o que vai fazer para aliviar a sua carga mental.

    Convido-a a conhecer o trabalho da Emma, esta cartoonista que escreveu sobre a Carga mental, aliás tenho o livro porque adoro humor relacionado com a vida feminina. Pode encontrar o livro Aqui.

    Se quiser ver uma amostra dos desenhos humorísticos dela tem a versão em brasileiro da BD aqui.

     

    carga mental e outras desigualdades

     

    Links do material consultado para escrever este artigo